sábado, agosto 13, 2022

Empreendedorismo social leva brasileiro à disputa por Nobel da Paz

No dia 1º de setembro, Luiz Gabriel Tiago, 39, empreendedor social, recebeu uma notícia inimaginável: ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2018. A indicação foi fruto do seu trabalho desenvolvido com o Pontinho de Luz, criado em 2010 em Niterói, Rio de Janeiro. O projeto engloba o “Treinamento Gentileza”, um curso pago de 22 horas de duração. Após o curso, os alunos têm acesso ao Pontinho de Luz, uma rede de solidariedade que conta com 35 mil pessoas, que são responsáveis por ações sociais realizadas no Brasil com os recursos arrecadados por treinamentos e doações. “Eu tinha algo a oferecer e vontade de colaborar. Então pensei em criar uma ONG, mas isso me deixaria limitado financeiramente. Então conheci a definição de negócio social, que colocaria meu propósito como um negócio e assim poderia fazer tudo girar”, diz Tiago em entrevista exclusiva ao Next. Negócios sociais são empresas que oferecem, de forma intencional, soluções escaláveis para problemas sociais da população de baixa renda. Clique aqui e saiba a fundo o que é empreendedorismo social e como implementar esse tipo de projeto. Com orgulho, ele conta que o projeto hoje atende 90 famílias fixas e estima que 500 toneladas de alimentos já tenham sido distribuídas. Em sete anos de projeto, 1000 famílias saíram da condição de miséria. “A fome é uma violência, e a falta de amor também. Muitas pessoas dizem que nós sustentamos vagabundos, mas não concordo. Eu só sei dar o peixe, não sei dar a vara para pescar”. A história de Luiz é baseada em exemplos. Ele inspira-se no Profeta Gentileza, artista carioca autor da frase “Gentileza Gera Gentileza”, e daí vem seu apelido: Senhor Gentileza. “Fazer o bem ninguém ensina. Ou você aprende com o exemplo ou sentindo na pele as dificuldades”. Pouco mais de um mês depois de receber a notícia que foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2018, Luiz diz que aos poucos a ficha vai caindo. “Como alguém pode reconhecer algo que você tem obrigação de fazer? Foi a primeira coisa que eu pensei. Agora, a única certeza é que o senso de responsabilidade é muito maior”, conclui. Conheça o Pontinho de Luz aqui.        

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