quinta-feira, setembro 29, 2022

Reestruturação de empresas: entenda o significado e seus desafios

Vivemos em um mundo em constante transformação onde mudanças se mostram cada vez mais presentes, principalmente nas últimas décadas. Quando falamos de relações econômicas e gestão de um negócio, isso é ainda mais real. Nesse caso, a reestruturação de empresas é uma ferramenta muito útil para acompanhar possíveis mudanças.

Você já deve ter ouvido a expressão “sobrevivência do mais forte”. Entretanto, quando estudamos a evolução das espécies aprendemos que quem realmente sobrevive não é o mais forte, mas o mais apto, ou seja, aquele que melhor consegue se adaptar à situação em que se encontra. Com empresas, organizações construídas e mantidas por seres humanos, isso não seria diferente, por isso a importância de eventuais reestruturações.

Mas afinal, quais mudanças configuram uma reestruturação de empresas? Para responder essa e outras perguntas, conversamos com Jaziel Lima, professor do MBA em Finanças e Controladoria USP/Esalq, que fala sobre o conceito da reestruturação de empresas e como ela pode fazer tanta diferença. Confira!

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Reestruturação de empresas

De acordo com Lima, a palavra “reestruturação” significa mudança. Dessa forma, quando falamos em reestruturar uma empresa, estamos falando de uma mudança de direção dos negócios. “Essa mudança pode ser feita em diversos aspectos dos negócios da empresa, como no produto que se vende, no público-alvo, no meio de negócios, entre outros”, explica.

A principal característica de uma reestruturação de organização é que as mudanças envolvem ao menos um de cinco principais pilares de uma empresa: marketing, pessoas, comercial, operacional e financeiro. O professor também destaca que a reestruturação de uma empresa é completamente diferente de uma reestruturação societária.

Um exemplo de reestruturação muito comum atualmente é o de empresas que atuavam com lojas físicas, transferindo suas operações para o e-commerce. Além disso, “empresas grandes as vezes tem que diminuir de tamanho, ficar mais enxutas, para voltar a dar lucro. Reestruturação depende do tamanho do enxugar. Demissões em massa, quando tiram uma área ou juntam duas áreas, são consideradas reestruturação”, exemplifica Lima.

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Por que reestruturar?

Segundo o professor, os objetivos principais de qualquer empresa são dar lucro aos seus proprietários/acionistas e ter perenidade em seus negócios. Por isso, antes de se fazer a reestruturação de uma empresa, é preciso que algumas perguntas sejam respondidas, como: essa mudança terá aderência dos clientes? Me fará vender mais ou menos?

“A estratégia tem que estar muito conectada com o mercado, com o que está acontecendo no mundo, mesmo que isso ainda não seja a realidade”, explica.

Lima comenta que a maior dificuldade de todo este processo é ver se uma mudança irá dar lucro e resultar em um negócio perene. Caso a resposta seja positiva, então a reestruturação pode começar, como um processo que acontece “de cima para baixo”. “O nível estratégico precisa entender o que precisa ser feito, para só então passar para os níveis táticos e operacionais”, conta.

Já em caso de resposta negativa, é preciso repensar todo o processo. Às vezes, entretanto, nenhuma reestruturação é suficiente e a companhia simplesmente não pode ser salva das mudanças que estão acontecendo. “A reestruturação não é solucionável. Às vezes encerrar uma atividade vale mais a pena que fazer uma reestruturação”, comenta Lima.

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Desafios da reestruturação

O professor conta que há dois grandes tipos de reestruturação: o de grandes mudanças e o de mudanças de processos. “No grupo das grandes mudanças, o benefício é continuar na liderança do mercado. Você inventa um novo produto e continua na liderança. Mas um grande risco de o produto não dar certo”, explica.

Um grande exemplo desse tipo de mudança são as fábricas de gelo. Antes da invenção da geladeira, seu negócio constituía ir até lugares com temperaturas baixíssimas, como montanhas e a região ártica, e serrar pedaços de gelo formados naturalmente. Esse gelo então era transportado e vendido nas cidades. Mas, com o desenvolvimento tecnológico, foi preciso fazer uma reestruturação completa do negócio.

Já no caso das mudanças de processos, o objetivo é mudar o funcionamento interno da empresa com o objetivo de otimizar os resultados. “A dificuldade é passar essas mudanças de cima para baixo, questão de cultura organizacional. O dia a dia come a estratégia no café da manhã”, finaliza Lima.

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Autor (a)

Acacio Junior
Acacio Junior
Marido, cristão, apaixonado pela vida e por boas amizades. Uma longa caminhada até aqui tornou possível minha integração no mundo da Comunicação e agora me aventuro na produção de conteúdos escritos e, sinceramente, não poderia estar mais feliz. Hoje, me encontrei dentro das escritas e do aprendizado diário em um mundo cheio de histórias das quais espero descobrir.

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