domingo, maio 22, 2022

O que a inteligência artificial ensina sobre o futuro

O mundo digital veio para ficar (isso não é novidade, né?) e a inteligência artificial ensina sobre o futuro, com suas implicações nas definições de tendências e pautas.

Embora seja um termo conhecido, o uso da ferramenta é recente e ainda considerado em seus primeiros passos. Isso porque é alta a demanda por profissionais que realmente saibam trabalhar com dados e utilizar a inteligência artificial para resolver problemas e situações do meio empresarial, ao mesmo tempo em que a oferta é significativamente menor.

Para falar mais sobre o assunto, o professor Fabiano Castello, do MBA em Digital Business USP/Esalq, trouxe sua opinião de especialista sobre o que a inteligência artificial ensina sobre o futuro e mostrou um pouco mais sobre essa área que já é realidade. Ficou curioso? Então vem ler!

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A inteligência artificial que poucos conhecem

O professor começa explicando a diferença entre a inteligência artificial fictícia e a ferramenta real existente no mercado.

“É preciso entender que o conceito da maioria das pessoas sobre inteligência artificial é aquele dos filmes de ficção científica, em que o computador faz tudo e, em algum momento, pode vir a dominar o homem. Contudo, a verdade é que não estamos neste ponto”, destaca Castello.

“Hoje nós trabalhamos com uma ferramenta que, academicamente, chamamos de inteligência artificial estreita, ou Neural AI, em que só conseguimos trabalhar com objetivos muito bem definidos e claros. Por exemplo, escolher entre dar ou não um crédito para alguém, algumas questões de probabilidade entre outros.”

Ele ainda comenta sobre o termo inteligência artificial. “Estamos falando de um conceito antigo, com mais de 70 anos, que faz parte do campo de estudo da Ciência da Computação. Ao aprofundarmos, encontramos vários subcampos de estudos, mas o que realmente nos interessa é o Machine Learning, ou aprendizado de máquina, que está ligado a análises preditivas. Ou seja, ferramentas de inteligência artificial com o propósito de fazer previsões”, explica Castello.

Inteligência artificial e suas implicações hoje

Se é um conceito tão antigo, então, quais as implicações da inteligência artificial atualmente? Segundo Castello, são implicações não tão presentes.

“Embora o conceito de inteligência artificial seja antigo, todos ouvem falar e acham que conhecem de fato a ferramenta. Mas, na prática, são poucas as empresas que a utilizam efetivamente. É um recurso que ainda está começando a caminhar.”

“Tudo que falamos atualmente sobre inteligência artificial no dia a dia dos negócios e das empresas está, na verdade, relacionado a previsões”, explica o professor.

Ainda assim, os benefícios existem e são palpáveis.

Na imagem, uma mão robótica em meio a dados, simbolizando tudo o que a inteligência artificial ensina sobre o futuro e o que nos espera.
Ainda que no conceito de aplicação a ferramenta seja recente, há muito a se aprender e estudar a respeito do que a inteligência artificial ensina sobre o futuro e revoluciona o mercado.

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Benefícios da inteligência artificial

Castello explica que, antes de definir qualquer projeto, é necessário entender o objetivo final, e com a inteligência artificial não é diferente. Com um destino traçado, compreender os benefícios é o próximo passo essencial.

“Um teste importante é justamente entender o que se pode alcançar com o projeto, que seja benéfico à organização. No fim do dia, a prática se resume ao raciocínio de que, quando um projeto é criado no contexto empresarial, seu resumo deve ser a eficiência operacional – em outras palavras, ele deve diminuir custos e aumentar receitas.”

Profissionais e a inteligência artificial

Se inteligência artificial é a ferramenta do futuro, nada melhor do que ser um profissional que domina a ferramenta, certo? O professor enfatiza o potencial daqueles que se especializam na área.

“Inteligência artificial é uma preocupação geral e deveria estar nas pautas de qualquer executivo, pois é algo pervasivo dentro da organização. Um exemplo é o gerenciamento de equipes que não envolve apenas Recursos Humanos, mas todos os líderes”, continua Castello.

O que falta entender?

“Que inteligência artificial é uma ferramenta”, afirma Castello. Isso porque, segundo o professor, não existe o termo “projeto de inteligência artificial”, o que existe é um projeto que pode utilizar a inteligência artificial para chegar nos seus objetivos.

“A inteligência artificial não é o fim, mas o meio, como ferramenta, para atingir os objetivos. Isso é algo que ainda não está claro para a maioria das pessoas”, explica.

Dicas para implementar inteligência artificial no seu negócio

Para trabalhar com inteligência artificial existem alguns recursos fundamentais. São eles: tecnologia, que envolve hardware e software; pessoas, que criarão os modelos preditivos; e os dados, que Castello diz ser, atualmente, o maior obstáculo. Vamos falar mais sobre esses recursos?

Tecnologia

Envolve dois fatores principais: hardware, que são os equipamentos, e software, que são os programas especialistas de inteligência artificial e análise preditiva.

Hoje esses fatores não são uma barreira de entrada para começar a usar inteligência artificial, porque os principais softwares – que utilizam linguagem Python e pacotes de análise preditiva – são gratuitos e podem ser baixados diretamente na internet e com suporte da própria comunidade.

“No passado, a tecnologia do ponto de vista de hardware era uma barreira, porque em geral os equipamentos eram muito caros. Hoje, com o advento da digitalização, não é mais necessário comprar um computador caro, basta utilizar uma máquina direto da nuvem em um provedor como a Amazon, o Google ou mesmo a Microsoft, que suprem essa necessidade. Logo, podemos dizer que hardware e software são necessários para implementar a inteligência artificial, mas não podem ser considerados uma barreira”, afirma o professor.

Pessoas

São elas que efetivamente usam os softwares. Mas a contratação dessas pessoas não é uma tarefa simples, já que essa é uma profissão considerada nova no mercado, que está em ascensão e sequer foi totalmente definida.

Ainda assim, é preciso ter, na organização, alguém que entenda tecnicamente sobre previsões e sobre a melhor maneira de usar dados como uma ferramenta para inteligência artificial.

Dados

E chegamos ao real problema. Quando surge a oportunidade de resolver algo relacionado a negócios utilizando uma ferramenta de inteligência artificial, é comum esperar encontrar dados de sobra nas empresas. Mas, na prática, em geral, a governança de dados dentro das organizações ainda é muito limitada.

“Das duas, uma: ou a qualidade dos dados não é boa ou a empresa até guarda os dados, mas de forma agregada e sem utilidade para a inteligência artificial.”

Para que a inteligência artificial funcione, são necessários dados com granularidade, ou seja, com o máximo de detalhes possível. Isso está totalmente relacionado com o Data Driven, na tradução, dados dirigidos.

“A transformação digital é uma jornada da organização que envolve diversas coisas, e uma delas é, justamente, o Data Driven, que trata da curadoria dos dados desde sua aquisição até o armazenamento. Infelizmente, essa cultura ainda não existe nas organizações”, finaliza Castello.

E você, o que acha que a inteligência artificial ensina sobre o futuro? Comente e inscreva-se no MBA em Digital Business USP/Esalq para mais discussões como essa!

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Autor (a)

Acacio Junior
Marido, cristão, apaixonado pela vida e por boas amizades. Uma longa caminhada até aqui tornou possível minha integração no mundo da Comunicação e agora me aventuro na produção de conteúdos escritos e, sinceramente, não poderia estar mais feliz. Hoje, me encontrei dentro das escritas e do aprendizado diário em um mundo cheio de histórias das quais espero descobrir.

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