sexta-feira, setembro 30, 2022

Como a tecnologia aprimora a aprendizagem imersiva

Antes de começarmos, saiba que o termo aprendizagem imersiva não é algo novo para a educação. Por remeter à capacidade de colocar quem aprende no centro da experiência, é bem comum ver esse tipo de ação aplicada em cursos, principalmente nos de línguas estrangeiras. Nesse contexto, o aluno passa a viver a experiência em vez de apenas receber o conhecimento.

Outros exemplos da aprendizagem imersiva são vistos no estudo de artes e nos treinamentos empresariais. E como não poderia deixar de ser, o uso da tecnologia ajuda a aumentar as possibilidades por meio de ambientes imersivos simulados, cada vez mais realistas.

Por isso os profissionais de ensino estão percebendo o surgimento e aplicação de novas tecnologias de multimídia de modo muito rápido. A realidade virtual (VR), por exemplo, não é mais uma novidade e está tão acessível para as pessoas que um celular já é capaz de projetar simulações.

A realidade aumentada (AR) há pouco tempo ganhou fama por permitir melhores experiências do mundo real com sobreposição ou composição de objetos virtuais em cenas do mundo real. As possibilidades extravasaram os limites do consumo e chegaram, inclusive, no mercado imobiliário.

Agora, imagine essas ações aplicadas na experiência de um aluno e nas infinitas possibilidades de aprimorar o aprendizado. A aquisição de conhecimento se torna mais eficaz quando o estudante interage diretamente com o conteúdo a ser aprendido.

Recomendações

A junção da tecnologia imersiva diante de técnicas inovadoras de ensino são a chave para uma evolução nos processos pedagógicos, mas precisam de estrutura e desenvolvimento de habilidades para realmente se tornarem efetivas.

Nenhuma revolução acontece sem um pequeno desafio e, da mesma forma que ocorre com a adoção de novas mídias, a aprendizagem imersiva exige pesquisa, desenvolvimento e validação de novas ferramentas. Capacitação, adesão de mudanças e estruturação de orçamento para a aquisição da tecnologia também fazem parte desse processo.

Outro ponto importante sobre o desenvolvimento da aprendizagem imersiva está na capacidade de não se apegar aos modismos ou preconceitos estabelecidos. Conhecer os pontos fortes e fracos, sempre se inspirando nos casos de sucesso, facilita a adaptação do programa educacional. Ao envolver o aluno, o educador também aprende, tornando o engajamento e a participação nas tomadas de decisão formas de incentivar o interesse.

O que tem rolado

Conteúdos voltados para treinamentos e habilidades sensório-motoras são os que mais se beneficiam da aprendizagem imersiva, pois geralmente exigem a manipulação de objetos ou interação com seres vivos. E, se alguma dessas atividades envolve risco ou grande aplicação de custos, o uso da tecnologia é uma alternativa para amenizar esses problemas.

Apesar disso – e se olharmos para os exemplos de mídias, como vídeo, internet, dispositivos móveis e games -, a adoção da aprendizagem imersiva ainda sofre com a resistência dos educadores. Essa é uma consequência do desconhecimento ou até mesmo do preconceito gerado pelos efeitos negativos que a modernização apresentou ao longo dos anos de revolução tecnológica.

Mesmo não sendo indicadas para absolutamente todas as situações, as tecnologias imersivas podem fazer sentido quando atendem a uma necessidade pedagógica. Mais do que ninguém, o educador deve identificar isso logo no primeiro contato com o problema de aprendizado.

Ao se abrir para o contato com a aprendizagem imersiva, ele poderá entender quais aplicações incorporar no percurso do ensino. Até quando se usa a tecnologia mais básica, como a dos smartphones e adaptadores de cardboard (aplicativo oficial de realidade virtual do Google), o profissional pode aumentar a experiência dos alunos com os inúmeros aplicativos que mostram as realidades virtual e aumentada.

Além disso, não basta apenas adotar a tecnologia imersiva, mas também buscar materiais e experiências que tragam uma revisão dentro da área de atuação do professor.   

Aplicações reais

Como já falado, as possibilidades que a aprendizagem imersiva oferece são amplas, mas aqui listamos alguns dos exemplos mais práticos do seu uso.

  • Integração: a orientação de novos funcionários pode ser automatizada e personalizada. Isso pode ser feito com imagens ou adesivos gerados com AR e distribuídos na empresa. Conforme o colaborador explora e aprende sobre os departamentos ele é guiado pela visualização do conteúdo relacionado em seu telefone.
  • Treinamentos: essa aplicação tem como finalidade sobrepor informações digitais em espaços físicos, fazendo o usuário experimentar e interagir virtualmente com o equipamento que vai usar no futuro. 
  • Desempenho: alunos podem receber orientações sobre suas atividades pelos próprios dispositivos móveis.
  • Interatividade: agindo em conjunto com um vídeo ou diagrama, a AR pode ser usada para sobrepor orientações por meio de símbolos, que serão vistos dentro do espaço de aprendizado. Essa função é muito indicada para atividades em grupo e aprendizado social.

As máquinas também utilizam o método de aprendizagem imersiva para melhorar sua inteligência. Isso você pode conferir aqui.  

Autor (a)

Ana Rízia Caldeira
Ana Rízia Caldeira
Boa ouvinte, aprecio demais os momentos em que posso ver o mundo e conhecer as coisas pelas palavras das outras pessoas. Não por menos, entrei para o jornalismo. E além de trazer conteúdos para o Next, utilizo minhas habilidades de apuração e escuta para flertar com a mini carreira de apresentadora nos stories do MBA USP/Esalq, no quadro Você no Camarim.

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