sexta-feira, dezembro 2, 2022

5 atitudes para sair da sua zona de conforto

Se fosse possível trocar seus receios e desafios por rotinas mais tranquilas, que nunca mudam, você toparia? Esse é o exemplo mais fácil para entender a zona de conforto. Apesar de ser tentador permanecer na comodidade e não sentir medo, nada disso pode nos fazer caminhar para a frente.

Não existe uma só pessoa que nunca esteve em uma posição consideravelmente confortável. E apesar de trazer a sensação de tranquilidade, ela pode ser uma barreira para a busca por novos objetivos.

Embora diferente para cada pessoa, a zona de conforto é bastante comum e quase inevitável em algum momento da vida. Na psicologia, ela está representada por atitudes, pensamentos e comportamentos que repetimos à exaustão.

Essa conduta não é totalmente ruim, mas deve ser controlada para não limitar qualquer grande chance (profissional ou pessoal). E para sair desse ambiente aparentemente agradável, é preciso encarar medos e redescobrir objetivos.

A chave está em enfrentar atitudes que sabotam o desenvolvimento e que muitas vezes estão ligadas ao medo da frustração. Afinal, ninguém gosta de fracassar e o fracasso pode ser uma das consequências da mudança.  

Com atitudes simples é possível partir para fora da zona de conforto e abaixo explicamos como fazer isso.

Faça o que nunca fez

Logo de cara, é bom se desafiar. Pense em algo que nunca fez, mas sabe que conseguiria caso tentasse. Se a rotina é exatamente a mesma todos os dias, por que não incluir algo nela que normalmente nunca acontece?  

Nesse sentido se encaixam muitas coisas, como praticar algum esporte, cozinhar algo novo (ou começar a cozinhar), meditar, praticar um novo hobby ou jogo. Qualquer nova atividade pode ser incorporada.

Após dar o primeiro passo e ver que os pequenos desafios começaram a fazer sentido, te levando a querer mais, liste outras coisas que você sempre quis fazer, mas nunca começou ou terminou. Tenha ambição, com metas maiores, e assim seus medos serão cada vez menores.

Encare os medos

Olha eles aqui novamente. Um sentimento tão natural que nos acompanha durante toda a vida não pode ser extinto, obviamente. Mas o medo tem muita relação com a frustração, um dos motivos que mais nos prende à zona de conforto.

Está tudo bem não querer falhar e se frustrar com as consequências. O que pode ser feito é observar as situações cômodas e refletir como chegou a elas. Nesse momento, tente entender o que te leva a travar em vez de avançar.

Agora, encare esse medo até que ele se torne mínimo e não te faça agir de forma tão negativa diante de mudanças. Ele ainda estará lá, mas com cara de entusiasmo, o famoso friozinho na barriga que mostra que o caminho é esse mesmo.

Prove novas interações

Pessoas, lugares, sensações e experiências. Não hesite em buscar por novidades nessas áreas, pois essa é uma das formas de expandir horizontes e ainda ter perspectivas diferentes daquelas que estão enraizadas em nossos costumes.

Não desperdice conversas ou interesses diferentes daqueles que fazem parte da sua zona de conforto, pois podem ser a chance de interagir com pessoas que trarão um conhecimento ainda inexplorado. Tem medo de falar um outro idioma? Apenas tente com alguém que já o saiba com certa fluência.

Seguir o inusitado pode ser um experimento gratificante. Invista em abordagens diferenciadas, mesmo que de mínimo impacto, como apenas falar um oi para alguém que você vê com frequência, mas nunca trocou palavras.  

Detox digital?

Estar intensamente conectado é um costume praticado pela população atual. Aparentemente, tudo está online e não presenciar essas vidas digitais chega a ser similar a não ter uma vida social – o que é irônico, se pensarmos bem na situação.

Claro, as redes sociais podem ajudar muito na rotina, mas elas também criam o hábito de apenas clicar o botão de atualizar de maneira incessante, mesmo sem que a gente saiba bem o motivo para isso. Olha aí outra situação de zona de conforto.

Tente deixar essa conferência de feeds e status para momentos rápidos e tenha como prioridade digital somente mensagens e assuntos que devem ser resolvidos prontamente. O detox digital pode ser o que falta para te animar a buscar por novidades.

Quebre sua rotina

O mesmo caminho todos os dias para o trabalho, para o curso, para o mercado (que também é sempre o mesmo). Pense: o quanto seria ruim mudar um pouquinho a rotina, mesmo que por alguns instantes do dia ou por alguns dias?

Criar hábitos é ótimo para quem precisa de um pouco de disciplina ou para aqueles que adoram se planejar. Entretanto, uma vida levada à risca pode se tornar facilmente um antro para a zona de conforto.

Em vez de ser radical e não seguir regras – não é isso que queremos – olhe para o seu planejamento e coloque nele coisas que desviem um pouco do habitual, como um cineminha em uma terça à noite ou uma nova rota vez ou outra.

Que tal começar a sair do automático e levar isso para o próximo ano?

Autor (a)

Ana Rízia Caldeira
Ana Rízia Caldeira
Boa ouvinte, aprecio demais os momentos em que posso ver o mundo e conhecer as coisas pelas palavras das outras pessoas. Não por menos, entrei para o jornalismo. E além de trazer conteúdos para o Next, utilizo minhas habilidades de apuração e escuta para flertar com a mini carreira de apresentadora nos stories do MBA USP/Esalq, no quadro Você no Camarim.

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