quinta-feira, setembro 29, 2022

Conheça a Aprendizagem Baseada em Problemas

Crescem no Brasil adeptos da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABL). Considerada uma estratégia pedagógica inovadora – adotada em países como Canadá e Holanda – a ABL apresenta aos estudantes situações reais. O aluno passa a desempenhar um papel ativo em sala de aula, e o professor torna-se um mediador.

De acordo com o professor do MBA em Gestão Escolar USP/Esalq, Ulisses Araújo, estudos reforçam que é preciso inverter o atual processo de aprendizagem. “A educação precisa parar de estar centrada na transmissão e, sim, focar na aprendizagem do aluno. Mas para que esse aluno seja protagonista do processo, ele precisa ter papel ativo”, afirma.

O maior questionamento dos professores é como tornar esse aluno ativo em um cenário de diversidade cultural e intelectual. “Metodologia ativa é a saída. É preciso utilizar a diversidade como matéria-prima para material pedagógico. Hoje a diversidade é vista como problema. Existe pressão para uniformizar/ padronizar os alunos. Mas pesquisas mostram que se eu coloco pessoas diferentes para trabalhar um mesmo tema, a probabilidade de que um vai aprender com outro é enorme”, diz.

Em sala de aula, os alunos devem ser divididos em grupos misturados, ou seja, sem divisão de melhores ou piores. Desta forma, a participação de cada aluno torna-se essencial, incentivando o trabalho em grupo e a comunicação. E o que eles vão discutir? Problemas.

“Na ABP, a boa pergunta é aquela que permite também ao professor aprender com os alunos. Professor não é mais aquele que ensina, ele também aprende. Com o envolvimento dos alunos, o professor passa a conhecer a realidade local e introduz o conhecimento de matemática, física, português dentro da realidade do aluno”, diz.

É preciso lembrar que a mudança do papel de professor e aluno em sala de aula depende da reinvenção da escola. “Podemos continuar trabalhando entre quatro paredes, mas podemos explorar novas tecnologias. O conhecimento não está só no professor, nem na biblioteca. Ele está na internet, no celular, no colega…o acesso está disseminado, não está mais concentrado em poucos canais”, afirma.

Para Araújo, a metodologia ativa é a resposta para os dilemas que as escolas têm hoje, entre eles, como melhorar a qualidade na educação e ao mesmo tempo manter o trabalho com currículo.

“Não abrimos mão do conhecimento científico das disciplinas. Mas, muda-se o papel do professor, porque atualmente vivemos em uma sociedade de construção, colaboração, o que faz com que seja necessário focar em metodologias ativas na escola”.

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Conheça o MBA USP/Esalq em Gestão Escolar: http://mbauspesalq.com/pt/cursos/gestao-escolar/

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